sábado, 8 de agosto de 2009

Hipnoterapia


Considerada uma prática alternativa à terapia tradicional, a hipnoterapia (ou hipnose clínica) tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos entre os que sofrem de problemas psíquicos. O estado hipnótico é um estado alterado de consciência que pode ter vários graus, semelhante aos vários estados que experimentamos durante o nosso dia. É um estado de concentração profunda, no qual a nossa mente está voltada para a sua vida interior. Experimentamos um total relaxamento físico e emocional, em que o cérebro entra em frequência alfa, um estado intermediário entre o sono e a vigília. O paciente está sempre consciente (30 a 40%) e tem poder de decisão. Quer isto dizer que o paciente não fará nem dirá nada que não queira e ao sair do estado hipnótico lembrar-se-à de tudo o que aconteceu. Contudo encontra-se mais sugestionável, daí que este método seja eficaz no tratamento de diversos problemas como adicções, fobias, depressão, insónia, stress e até obesidade ou asma.

Quando a pessoa está hipnotizada, os hemisférios cerebrais atingem uma excelente capacidade de comunicação entre si, facilitando a troca de material psíquico e simbólico entre o consciente, o pré-consciente e o inconsciente. A acessibilidade ao inconsciente torna-se desta forma mais fácil.

Os nossos sintomas têm a ver com programação. Estamos programados para agir ou pensar de determinada forma. A hipnose actua no sentido de ajudar os indivíduos a desprogramar aquilo que conduz a estados de sofrimento, a eliminar traumas e bloqueios.

É importante que o paciente sinta confiança no terapeuta, pois terá que seguir as suas sugestões. Antes de uma sessão, convém averiguar as suas credenciais. Existe um código de ética e deontológico para estes profissionais (pode consultar em www.bsch.org.uk/code_of_conduct.htm), pelo que os bons profissionais se guiarão por ele, estando sempre o paciente salvaguardado. Contudo, há quem entenda que a hipnoterapia tem perigos. Deixo aqui um site que resume os mais comuns: http://cadernoalfa.blogspot.com/2008/06/o-perigo-da-hipnose.html. Devo contudo salientar que na busca que efectuei através da internet e de outros meios de comunicação a ausência de perigos nesta prática vence com esmagadora maioria.

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