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Na depressão, e provavelmente devido a esta desordem química, a vontade fica comprometida. Os "óculos" com que o deprimido vê o mundo estão pintados de negro e os ouvidos filtram os sons que lhes chegam para se coadunarem com o "mundo" em que aquela pessoa presentemente sente que vive. Sendo assim, daquilo que o psicólogo possa dizer, apenas será entendido aquilo que o filtro deixar passar. O resto é descartado, não produz qualquer efeito, o mesmo acontecendo com todos os estímulos positivos que possa receber.
Enquanto não se resolver a questão do filtro, não se consegue chegar a lado nenhum. E o que é este filtro? Não é mais que a forma como as condições bioquímicas "arrumam" o cérebro para receber impulsos do mundo exterior e a forma como os mesmos são processados. Resulta daqui a forma como se percepciona tudo o que chega aos sentidos, e também a forma como se sente.
Mas será que a psicologia não consegue ajudar nada? Claro que consegue. Ela permite à medicação atingir os seus fins. Ela ajuda a restabelecer a vontade de destruir os "filtros". Porque tanto a água bate na pedra que fura. E se esta vontade não existir, pode-se andar a tomar medicamentos a vida inteira que não se sai da cepa torta.